Quando eu era criança eu fiquei fascinada por uma gravura com inúmeros tipos de nós de marinheiro. A partir deste momento fiquei curiosa e resolvi aprender a fazer estes nós. Como inúmeras outras coisas na vida, não levei este plano adiante, apesar do fascínio existir até hoje. Por outro lado me especializei em outros tipos de nós, os emociocionais.
Ao longo da vida, por medo de me expor frágil na frente dos outros, fui me enrolando em inúmeros subterfúgios para esconder e camuflar meus sentimentos de forma que hoje tenho dificuldades em entendê-los. E agora me deparo com um grande e difícil nó nas mãos, como às vezes acontece com as correntinhas de ouro que ficam guardadas dentro de uma sacola. Por curiosidade, também sou fascinada desde criança em desatar nós e pelos anos a fora já foram várias correntinhas de ouro de amigos e amigas que já salvei.
Portanto, não importa o tamanho do nó ou o grau de dificuldade, eu sei que tenho paciência suficiente para desfazê-lo.
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