My rating: 4 of 5 stars
Terminei o livro e fiquei triste. Quem poderia prever?
O livro foi escrito de uma forma que não era para ter fim e sim continuar eternamente a descrever os fatos cotidianos da vida diletante dos fidalgos de Lisboa. O enredo, a trágica estória dos Maias, muitas vezes não passa de pano de fundo para se descrever hábitos e costumes, a criticar uma sociedade que se mostra prostrada, observando e admirando as outras culturas européias, perdida em sua tentativa de se equiparar a França (em elegância) e a Inglaterra (em objetividade, em técnica e conhecimento).
Podeira continuar a crítica e a crônica por mais alguns séculos e explicar porque no Brasil somos hoje como somos, não muito diferentes de Portugal do século XIX. Mas termina, de forma irônica, contrapondo romantismo e realismo, mostrando a crua percepção de que sonhamos mais do que estamos dispostos a fazer, sem contudo ser pessimista.
Talvez minha alma romântica quisesse mais sonho e menos crítica, mas adorei o livro e sobretudo a deliciosa narrativa do Eça.
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