Em conversa com alguns amigos portugueses no sábado passado tomei posse da mais surpreendente informação: os nomes próprios em Portugal são controlados, ou seja, um pai só pode registrar um filho com um nome que já tenha sido usado anteriormente. Até a ortografia é verificada evitando-se registrar um Tiago por Thiago, um Felipe por Fillippi. Achei ótimo, assim evitam-se aberrações do tipo Celiomar, nome do qual escapei por pouco. No entanto, tenho agora o trabalho extra de verificar se meus personagens conseguiriam receber certidões de nascimento portuguesas.
Primeira grande modificação será trocar o nome do personagem Austragésimo, que estava a ponto de nascer em Lisboa de 1828 para Afonso (com um ou dois fs?). Eu já tão acostumada com ele, vou ter que dar um jeito de inverter a estória e deixar que ele nasça no Brasil onde não há regras.
Falando am Austragésimo, pobre Carlota que há meses espera, em trabalho de parto, minha atenção para finalmente fazer seu rebento nascer, agora Afonso. Mas foram tantos acontecimentos desde então. Descobri que Afonso crescerá em meio a uma Guerra Civil onde nosso "maluco" Imperador deposto Pedro I luta contra seu irmão D. Miguel pelo trono de Portugal, que anteriormente havia abdicado em favor da sua filha D. Maria da Glória. Que não tenho a menor idéia de que profissões eram permitidas (se alguma) as mulheres portuguesas no início do século XIX. E que médico ainda não era exatamente uma profissão. Puff!!
Quer saber, estou perdida. Mesmo minhas pequenas incursões na história de Portugal resultaram pouco frutífieras. Enquanto isto, Carlota, que não sei se poderá permanecer com este nome, continua em trabalho de parto a esperar pelo marido (médico?) que para falar a verdade, não vai poder fazer muita coisa, já que homens não deviam presenciar o parto naquela época.
HELP!!
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