Austragésimo Solano Alves: Nasceu em Lisboa em 1828. Durante a adoslescência ajudava o pai em atendimentos médicos. Em 1845 entrou para a faculdade de Medicina. Ainda durante a faculdade atendeu a jovem Catarina de Orleans, vindo se apaixonar pela jovem. Formou-se logo após a morte de Catarina e passou a estudar as doenças relacionadas ao Novo Continente. Em 1855 decidiu ir para o Brasil para trabalhar na corte real portuguesa no Rio de Janeiro. Durante seu primeiro ano no Brasil conheceu o jornalista e também médico alemão Sigmund Keller com quem travou duradoura amizade. Casou-se em 1859 com a viúva Dona Maria Pia de Bragança e Alcântara com quem teve dois filhos: João Manuel Alcântara Alves e Dona Ana Cristina Alcântara Alves. Morreu subtamente em 1878 após atender um paciente com febre tifóide.
Maria Pia de Bragança e Alcântara: Dona Maria Pia de Bragança e Alcântara era filha de Manuel Orleans Bragança e Alcântara, primo em segundo grau de Dom Pedro I. Nasceu em 1833 no Rio de Janeiro. Sua mãe morreu logo após o parto de seu irmão Dom Felipe de Bragança e Alcântara dois anos depois. Foi criada por uma tia com a qual não desenvolveu uma ligação afetiva sadia. Aos 16 anos, casou-se com o famoso advogado imperial Julio Souza Ramos, 30 anos mais velho, passando a se chamar Maria Pia Souza Ramos. Tinha nojo do marido e viu com muito alívio a sua morte três anos depois, em 1852. Passou a se dedicar a educação dos sobrinhos. Em 1856 conheceu o Dr. Austragésimo Solano Alves quando este tratava de seu pai. Apaixonou-se pelo médico e fez tudo que pode para casar-se com ele. Finalmente em 1859, seu pai concordou em seu casamento. Dona Maria Pia era uma pessoa vivaz e aprendeu muito jovem a manipular as pessoas. Teve com Austragésimo 2 filhos: o agressivo Dom João Manuel e a doce Dona Ana Cristina. Morreu em 1873 deixando Austragésimo aliviado.
Sigmund Keller: Dr. Sigmund Keller era muito alegre e brincalhão, apesar de seu jeito duro de ser. Gostava muito de beber e conversar com os amigos os quais tinha muitos. Veio para o Brasil em 1849 na companhia de seus irmãos também médicos. Encantou-se com a terra brasileira e logo começou a se envolver com política. Criticava as decisões imperiais e opunha-se ao regime escravocrata. Pregava a liberdade de expressão e com este objetivo fundou o seu jornal A Sentinela. Quando jovem era muito bonito e todas as moças suspiravam por ele. Casou-se em 1862 com a bela Gertrude Smith, filha do também abolicionista e livre pensador Henry Smith. Foi em parceria com o sogro que fundou A Sentinela e dava abrigo ideológico para jovens de mentes inquietas. Dizem ter sido responsável pela disseminação das idéias abolicionistas que levaram a concretizar a libertação dos escravos e a consolidação da república. Também era muito dedicado à medicina e estudioso das doenças mentais. Conheceu Austragésimo em uma mesa de bar onde os dois divergiam sob um parecer médico. Apesar das divergências tornaram-se grandes amigos e colaboradores. Com Gertrude teve apenas um filho, Rudolf. Não se sabe a data ou a causa relacionadas a sua morte
Gertrude Smith: Gertrude era filha de Henry Smith, que teve também outros dois filhos homens. Ao contrário dos irmãos, que nasceram em Londres, Gertrude nasceu no Rio de Janeiro, cidade pela qual era apaixonada. Jovem muito centrada, não deixava-se levar pelas fantasias da corte local nem pela paixão arrebatada dos abolicionistas. Era correta e justa. Tratava pobres e ricos com a mesma distinção. Ainda solteira, ajudava ao pai quando este saía a noite pelas ruas para alimentar a população carente e sempre tinha uma palavra de carinho para as crianças que lhe vinham pedir ajuda. Nunca demonstrou afetações peculiares as jovens da época que voltavam-se unicamente a busca de um casamento que não fosse arranjado, pelo contrário, preferia que o pai não lhe arranjasse marido nenhum. Mister Henry, alegrava-se com a força de caráter de sua filha e por sua vez também não demosntrava nenhuma intenção de concordar com os pedidos de casamentos dos amigos dos seus filhos mais velhos. Curiosamente, com o passar dos anos, os pedidos foram tornando-se cada vez mais frequentes, não somente pela resplandescente beleza da jovem Gertrude como também pela admiração e respeito que os rapazes tinham para com Mister Henry. Aos poucos, Gertrude passou a admirar a dedicação e inteligencia inovadora do jovem alemão Sigmund Keller e a lhe dedicar uma atenção especial. Em 1860 já se imaginava casando com o jovem médico, por quem era sabidamente correspondida. Seus planos foram alterados devido a uma curta viagem que o jovem Sigmund precisou fazer a Europa para tratar de assuntos familiares. Casaram-se em 1862 logo após Gertrude ter montado a sua escola fundamental para meninos e meninas carentes. Inúmeros jovens tiveram uma vida mais promissora graças a dedicação de Gertrude. O casal Smith-Keller foi nuito celebrado nos anos iniciais da República e apesar do grande carinho que a população tinha por eles morreram sem que ninguém soubesse a causa.
Henry Smith:
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