20 de março de 2012

Shame

Fui assistir Shame ontem, sozinha mesmo, no Estação Unibanco. Ainda bem... O filme é meio estranho, nenhum amigo meu ia gostar. Pesado... mas não te engloba. Por isso achei estranho. Normalmente os dramas me consomem. Eu choro e sofro junto com os personagens, mas não aconteceu com Shame. Sai do cinema sem saber se tinha gostado, e para falar a verdade ainda não defini se gostei ou não.

É um filme bem feito, com umas tomadas em ângulos pouco normais que eu achei incomodo, mas entendo que era necessário quebrar mesmo a normalidade. Li algumas criticas e percebi que me escaparam idéias que eu não entendi (ou talvez seja o modo de cada um interpretar), e que a falta de conexão com o espectador é proposital para demonstrar a falta de conexão do Brandon com os próprios sentimentos. Achei interessante a colocação, mas ainda assim não consegui achar o filme brilhante...

Sai do cinema desconectada. Vi Brandon e sua irmã Sissy suportando uma dor tremenda e extravasando de forma prejudicial, mas não consegui sentir a dor deles. Entendi, mas não senti.

Senti aliviada de reconhecer e suportar a minha própria dor... me senti normal... Talvez seja isso.

O filme é triste e pesado. Ninguém ali é feliz. Talvez Marianne. Alguma referência a Razão e Sensibilidade (Brandon e Marianne)? Não achei comentários na net. Vou continuar procurando. Curioso... Ninguém ali é feliz, as pessoas reagem, em comportamentos auto-destrutivos, não pensam, não questionam. Talvez Sissy... Mundo moderno? Talvez... Muitos talvez... Crítica? Talvez. Faltou alguém enfurnada em um iPhone. Mundo de pessoas solitárias. Será uma previsão de futuro? Não importa a dor que fizeram que os dois irmãos seguissem extremos. Importa que eles não conseguiam sair de si mesmos e se comunicar. Triste e real.

Vale a pena assistir se tiver Bia dose de disponibilidade para pensar a respeito depois. Não é diversão. Sendo assim, gostei!





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