31 de janeiro de 2010

Nomes Próprios

Em conversa com alguns amigos portugueses no sábado passado tomei posse da mais surpreendente informação: os nomes próprios em Portugal são controlados, ou seja, um pai só pode registrar um filho com um nome que já tenha sido usado anteriormente. Até a ortografia é verificada evitando-se registrar um Tiago por Thiago, um Felipe por Fillippi. Achei ótimo, assim evitam-se aberrações do tipo Celiomar, nome do qual escapei por pouco. No entanto, tenho agora o trabalho extra de verificar se meus personagens conseguiriam receber certidões de nascimento portuguesas.

Primeira grande modificação será trocar o nome do personagem Austragésimo, que estava a ponto de nascer em Lisboa de 1828 para Afonso (com um ou dois fs?). Eu já tão acostumada com ele, vou ter que dar um jeito de inverter a estória e deixar que ele nasça no Brasil onde não há regras.

Falando am Austragésimo, pobre Carlota que há meses espera, em trabalho de parto, minha atenção para finalmente fazer seu rebento nascer, agora Afonso. Mas foram tantos acontecimentos desde então. Descobri que Afonso crescerá em meio a uma Guerra Civil onde nosso "maluco" Imperador deposto Pedro I luta contra seu irmão D. Miguel pelo trono de Portugal, que anteriormente havia abdicado em favor da sua filha D. Maria da Glória. Que não tenho a menor idéia de que profissões eram permitidas (se alguma) as mulheres portuguesas no início do século XIX. E que médico ainda não era exatamente uma profissão. Puff!!
Quer saber, estou perdida. Mesmo minhas pequenas incursões na história de Portugal resultaram pouco frutífieras. Enquanto isto, Carlota, que não sei se poderá permanecer com este nome, continua em trabalho de parto a esperar pelo marido (médico?) que para falar a verdade, não vai poder fazer muita coisa, já que homens não deviam presenciar o parto naquela época.

HELP!!

16 de janeiro de 2010

Décadas de 1960 e 1970 - Realismo Fantástico

  1. Jorge Luis Borges
  2. Julio Cortázar
  3. Gabriel García Márquez (Cem Anos de Solidão)
  4. Isabel Allende - Chile (A Casa dos Espíritos)
  5. Mario Vargas Llosa - Peru
  6. Juan Rulfo - México
  7. Carlos Fuentes - México
  8. Octavio Paz - México
  9. Ítalo Calvino

 

Década de 1950: crítica ao consumismo

  1. Allen Ginsberg
  2. Jack Kerouarc
  3. Henry Miller (Sexus, Plexus, Nexus)
  4. Vladimir Nabokov (Lolita)

 

Década 1940: a fase pessimista

  1. Jean-Paul Sartre
  2. Simone de Beauvoir
  3. Albert Camus
  4. George Orwell (1984)
  5. Graciliano Ramos (Vidas Secas)
  6. José Lins do Rego (Fogo Morto)
  7. Raquel de Queiróz (O Quinze)
  8. Jorge Amado (O País do Carnaval)
  9. Vinícius de Moraes
  10. Carlos Drummond de Andrade
  11. Cecilia Meireles

Décadas de 1910 a 1930: fugindo do tradicional

  1. Ernest Hemingway
  2. Gertrude Stein
  3. William Faulkner
  4. S. Eliot
  5. Virginia Woolf
  6. James Joyce
  7. Mário de Sá-Carneiro
  8. Fernando Pessoa
  9. Cesar Vallejo
  10. Pablo Neruda
  11. Franz Kafka
  12. Marcel Proust
  13. Vladimir Maiakovski
  14. Euclides da Cunha - Brasil (Os Sertões)
  15. Monteiro Lobato
  16. Lima Barreto - Brasil (Triste Fim de Policarpo Quaresma)
  17. Augusto dos Anjos
  18. Mario de Andrade
  19. Oswald de Andrade
  20. Cassiano Ricardo
  21. Alcântara Machado
  22. Manuel Bandeira

 

Século VIX 2a. metade - Realismo

  1. Gustave Flaubert (Madame Bovary)
  2. Charles Dickens (Oliver Twist)
  3. Charlote Brontë (Jane Eyre)
  4. Emile Brantë (O Morro dos Ventos Uivantes)
  5. Fiodor Dostoievski
  6. Leon Tolstoi
  7. Eça de Queiroz
  8. Cesário Verde
  9. Antero de Quental
  10. Émile Zola
  11. Eugênio de Castro
  12. Camilo Pessanha
  13. Arthur Rimbaud
  14. Charles Baudelaire
  15. Machado de Assis - Brasil (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista)
  16. Aluisio de Azedo - Brasil (O Mulato e O Cortiço)
  17. Raul Pompéia - Brasil (O Ateneu)
  18. Olavo Bilac
  19. Raimundo Correa
  20. Alberto de Oliveira
  21. Vicente de Carvalho
  22. João da Cruz e Souza (Missal e Broquéis)
  23. Alphonsus de Guimaraens

Século XIX 1a. metade - Romantismo

  1. Almeida Garett
  2. Alexandre Herculano
  3. Camilo Castelo Branco
  4. Giacomo Leopardi
  5. James Fenimore Cooper
  6. Edgard Allan Poe
  7. José de Alencar - Brasil (O Guarani)
  8. Gonçalves de Magalhães - Brasil (Suspiros Poéticos e Saudade)
  9. Castro Alves - Brasil (Espumas Flutuantes)
  10. Gonçalves Dias - Brasil (Gonçalves Dias)
  11. Casimiro de Abreu - Brasil
  12. Álvares de Azevedo - Brasil
  13. Junqueira Freire - Brasil
  14. Teixeira e Souza - Brasil

 

Século XVII - Neoclassicismo

  1. Montesquieu - França
  2. Voltaire - França
  3. Denis Diderot - França
  4. D'Alembert - França
  5. Jean Jacques Rouseeau - França
  6. Alexander Pope - Inglaterra
  7. John Dryden - Inglaterra
  8. William Blake - Inglaterra
  9. Daniel Defoe - Inglaterra (Robson Crusoe)
  10. Jonathan Swift - Inglaterra (As Viagens de Gulliver)
  11. Samuel Richardson - Inglaterra (Pamela)
  12. Henry Fielding - Inglaterra (Tom Jones)
  13. Laurence Sterne - Inglaterra (Tristran Shandy)
  14. ?? As Mil e uma Noites
  15. Claudio Manuel da Costa - Brasil
  16. Basílio da Gama - Brasil (O Uraguai)
  17. Tomás Antoniio Gonzaga - Brasil (Cartas Chilenas e Marília de Dirceu)
  18. Frei José de Santa Rita Durão - Brasil (Caramuru)

Século XVII - Contra-reforma

  1. Jacques Bossuet - França
  2. Luis de Gôngora - Espanha
  3. Francisco de Quevedo - Espanha
  4. John Donne - Inglaterra
  5. John Milton - Inglaterra (O Paraiso Perdido)
  6. Bento Teixeira - Brasil (Prosopopéia)
  7. Gregório de Matos Guerra - Brasil (Boca do Inferno)
  8. Padre Antonio Vieira - Brasil (Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes)

Século XVI - Classicismo:

  1. François Rabelais - França
  2. Miguel Montagne - França
  3. William Shakespeare - Inglaterra
  4. Miguel de Cervantes - Espanha (Dom Quixote de La Mancha)
  5. Padre José de Anchieta - Brasil
  6. Pero Vaz de Caminha - Brasil

 

Século XIV e XV - Humanismo:

  1. Dante Alighieri -Itália (A Divina Comédia)
  2. Giovanni Bocaccio - Itália
  3. Francesco Petrasca - Itália
  4. Gil Vicente - Portugal (A Farsa de Inês Pereira)

Século XII a XIV - Trovadorismo

Século XI - Chansons de Roland e Lendas Arturianas

Séculos III a X

Séculos I a.C. a II d.C. - Romanos:

  1. Lucrécio
  2. Catulo
  3. Cícero
  4. Horácio
  5. Ovídio
  6. Virgílio (Eneida)
  7. Sêneca
  8. Petrônio
  9. Apuleio

Séculos VIII a.C. a II a.C. - Gregos:

  1. Ésquilo (Aeschylus)
  2. Sófocles
  3. Homero (Ilíada e Odisséia)
  4. Heródoto (Histórias)
  5. Esopo (Fábulas de Esopo)
  6. Píndaro
  7. Safo
  8. Anacreonte

Classicos

Encontrei em algum Blog uma estória sobre os 100 livros mais populares.. Bom eu estou a fim de montar uma lista com os livros clássicos que eu não posso deixar de ler. Então para começar, eu editei a lista da BBC/Guardian
  1. Pride and Prejudice, Jane Austen
  2. Jane Eyre, Charlotte Brontë
  3. Wuthering Heights, Emily Brontë
  4. Rebecca, Daphne du Maurier
  5. The Catcher in the Rye, JD Salinger
  6. Great Expectations, Charles Dickens
  7. Little Women, Louisa May Alcott
  8. Captain Corelli's Mandolin, Louis de Bernieres
  9. War and Peace, Leo Tolstoy
  10. Gone with the Wind, Margaret Mitchell
  11. Alice's Adventures In Wonderland, Lewis Carroll
  12. One Hundred Years Of Solitude, Gabriel García Márquez
  13. David Copperfield, Charles Dickens
  14. Treasure Island, Robert Louis Stevenson
  15. Persuasion, Jane Austen
  16. Emma, Jane Austen
  17. The Great Gatsby, F Scott Fitzgerald
  18. The Count Of Monte Cristo, Alexandre Dumas
  19. A Christmas Carol, Charles Dickens
  20. The Shell Seekers, Rosamunde Pilcher
  21. The Secret Garden, Frances Hodgson Burnett
  22. Of Mice And Men, John Steinbeck
  23. Crime And Punishment, Fyodor Dostoyevsky
  24. A Tale Of Two Cities, Charles Dickens
  25. Perfume, Patrick Süskind
  26. Ulysses, James Joyce
  27. Bleak House, Charles Dickens
  28. Brave New World, Aldous Huxley
  29. The Godfather, Mario Puzo
  30. Love In The Time Of Cholera, Gabriel García Márquez
  31. Three Men In A Boat, Jerome K. Jerome 
  32. Dracula, Bram Stoker
  33. Les Misérables, Victor Hugo
  34. The Picture Of Dorian Gray, Oscar Wilde
  35. Vanity Fair, William Makepeace Thackeray
  36. The Hound Of The Baskervilles, Arthur Conan Doyle
  37. East Of Eden, John Steinbeck
  38. The Color Purple, Alice Walker
  39. Sleepovers, Jacqueline Wilson
  40. The Green Mile, Stephen King
  41. Moby Dick, Herman Melville
  42. Frankenstein, Mary Shelley
  43. The Old Man And The Sea, Ernest Hemingway
  44. The Name Of The Rose, Umberto Eco
  45. Sophie's World, Jostein Gaarder
  46. The Little Prince, Antoine De Saint-Exupery
  47. Oliver Twist, Charles Dickens
  48. The Unbearable Lightness of Being, Milan Kun
  49. Complete Works of Shakespeare William Shakespeare
  50. The Time Traveler's Wife Audrey Niffenegger
  51. Anna Karenina Leo Tolstoy
  52. One Hundred Years of Solitude Gabriel Garcia Marquez
  53. Sense and Sensibility Jane Austen
  54. Emma Jane Austen
  55. Madame Bovary Gustave Flaubert
  56. Charlotte's Web EB White
  57. The Three Musketeers Alexandre Dumas
  58. Hamlet William Shakespeare
  59. Dom Quixote Miguel de Cervantes
  60. Voyage au centre de la Terre Jules Verne
  61. Vingt mille lieues sous les mers Jules Verne
  62. Le Tour du Monde en quatre-vingts jours Jules Verne
Tenho que fazer uma lista dos autores que preciso ler. Quem sabe 1 por ano?

15 de janeiro de 2010

As maluquices do Imperador

Ótica Feminina

E é claro a maluquice não tem fim, porque eu resolvi que deveria ler mais autrores portugueses da época para melhor me ambientar. Viajar para Lisboa também é uma excelente opção, mas para começar eu resolvi ler Jane Austen.

Ela é inglesa, né, tem tudo a ver, afinal Portugal e Inglaterra eram amigos... mas vá lá, talvez eu queira trazer para o livro um pouco da história de emancipação das mulheres. Na minha estória, ou pelo menos ate agora, nenhuma mulher vai sair de Portugal e vir para o Brasil. Mas pode ser uma opção... afinal a Pincesa Leopoldina e depois a Maria Amélia não se meteream num barco e vieram para o Brasil casar com o destrambelhado do D. Pedro? Falo isto porque o cara era animado.

Estou terminando de ler 1808-1834 As Maluquices do Imperador e as estórias são hilárias... Como dizem por aí, o cara é sem noção.

Voltando ao assunto, não deve ter nenhuma mulher portuguesa vindo ao Brasil, nem sei com traçar um paralelo entre costumes sociais entre Portugal e Brasil em 1800, mas o gancho de falar sob uma ótica feminina me parece excelente. Quando comecei a pensar na estória, Ataíde era o herói e Isabel apenas uma menina, mas agora com o que eu bolei no desenrolar da trama, e pensando muito bem, acho mesmo que Isabel é a heroína. Então, tá combinado, vai ser um livro sob a ótica feminina.

Esqueçam quase tudo

Bem. Comecei a escrever a estória e já mudei todos os personagens. Pois então esqueçam a postagem anterior. Talvez eu mantenha os nomes ainda, ou somente alguns. Agora que escrevi algumas páginas, acho melhor deixar para descrever os personagens quando o texto estiver mais maduro. Por enquanto, tudo ainda é meio frustrante porque eu vou construindo o que quero escrever e tudo vai se revirando.

Este surto criativo é muito louco. Porque a estória da Nau Vespertina está toda na minha cabeça, mas eu resolvi que precisava escrever sobre os antepassados dos personagens principais para justificar um monte das maluquices da estória. E assim, uma estória que deveria iniciar na década de 1920 e acabar em 1940 já voltou no tempo até 1828. E pior, em Lisboa, lugar onde eu nunca pisei. Estou sem saber o que fazer, porque ás vezes quero escrever algo meio maluco, misturando fatos históricos reais com invenções descabidas. Ás vezes acho que tenho que escrever uma estória mais comportada. Estou chegando quase a conclusão é que devo mesmo é começar a escrever. Qualquer coisa e ver onde dá.

Pois então eu comecei e me achei uma farsante por estar em Lisboa em 1828 e não saber nada do que está acontecendo por lá. Aliás, nem sei se as mulheres podiam trabalhar nesta época em Portugal.

Resolvi estudar história. E voltei mais no tempo ainda: Paleolítico e quando estava estudando o Paleolítico acabei indo parar no Big Bang. Ótimo, daí acho que não tem mais como voltar para trás. Mas desta forma vou escrever um texto bíblico e não um romance.

Bom, vou estudar história, à parte, e violão e cerâmica e história portuguesa e Jane Austen e os livros clássicos que eu nunca li e deveria e não vou pedir demissão do meu emprego... porque de alguma forma tenho que pagar por tudo isto. Legal que o meu prazo são 4 anos... e como já se passaram quase seis meses quando eu comecei a pensar no livro, eu vou recomeçar o cronômetro e estipular meu prazo de conclusão da Nau Vespertina para dezembro de 2014 (bem que pode ser no meu aniversário, ou antes, para que eu possa comemorar meu aniversário com o dever cumprido).

Então é isto. Apaguem tudo e comecem de novo.