Em conversa com alguns amigos portugueses no sábado passado tomei posse da mais surpreendente informação: os nomes próprios em Portugal são controlados, ou seja, um pai só pode registrar um filho com um nome que já tenha sido usado anteriormente. Até a ortografia é verificada evitando-se registrar um Tiago por Thiago, um Felipe por Fillippi. Achei ótimo, assim evitam-se aberrações do tipo Celiomar, nome do qual escapei por pouco. No entanto, tenho agora o trabalho extra de verificar se meus personagens conseguiriam receber certidões de nascimento portuguesas.
Primeira grande modificação será trocar o nome do personagem Austragésimo, que estava a ponto de nascer em Lisboa de 1828 para Afonso (com um ou dois fs?). Eu já tão acostumada com ele, vou ter que dar um jeito de inverter a estória e deixar que ele nasça no Brasil onde não há regras.
Falando am Austragésimo, pobre Carlota que há meses espera, em trabalho de parto, minha atenção para finalmente fazer seu rebento nascer, agora Afonso. Mas foram tantos acontecimentos desde então. Descobri que Afonso crescerá em meio a uma Guerra Civil onde nosso "maluco" Imperador deposto Pedro I luta contra seu irmão D. Miguel pelo trono de Portugal, que anteriormente havia abdicado em favor da sua filha D. Maria da Glória. Que não tenho a menor idéia de que profissões eram permitidas (se alguma) as mulheres portuguesas no início do século XIX. E que médico ainda não era exatamente uma profissão. Puff!!
Quer saber, estou perdida. Mesmo minhas pequenas incursões na história de Portugal resultaram pouco frutífieras. Enquanto isto, Carlota, que não sei se poderá permanecer com este nome, continua em trabalho de parto a esperar pelo marido (médico?) que para falar a verdade, não vai poder fazer muita coisa, já que homens não deviam presenciar o parto naquela época.
HELP!!
Este blog, criado para me ajudar a escrever um livro, aos poucos se transforma em outra coisa.
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31 de janeiro de 2010
16 de janeiro de 2010
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Classicos
Encontrei em algum Blog uma estória sobre os 100 livros mais populares.. Bom eu estou a fim de montar uma lista com os livros clássicos que eu não posso deixar de ler. Então para começar, eu editei a lista da BBC/Guardian
- Pride and Prejudice, Jane Austen
- Jane Eyre, Charlotte Brontë
- Wuthering Heights, Emily Brontë
- Rebecca, Daphne du Maurier
- The Catcher in the Rye, JD Salinger
- Great Expectations, Charles Dickens
- Little Women, Louisa May Alcott
- Captain Corelli's Mandolin, Louis de Bernieres
- War and Peace, Leo Tolstoy
- Gone with the Wind, Margaret Mitchell
- Alice's Adventures In Wonderland, Lewis Carroll
- One Hundred Years Of Solitude, Gabriel García Márquez
- David Copperfield, Charles Dickens
- Treasure Island, Robert Louis Stevenson
- Persuasion, Jane Austen
- Emma, Jane Austen
- The Great Gatsby, F Scott Fitzgerald
- The Count Of Monte Cristo, Alexandre Dumas
- A Christmas Carol, Charles Dickens
- The Shell Seekers, Rosamunde Pilcher
- The Secret Garden, Frances Hodgson Burnett
- Of Mice And Men, John Steinbeck
- Crime And Punishment, Fyodor Dostoyevsky
- A Tale Of Two Cities, Charles Dickens
- Perfume, Patrick Süskind
- Ulysses, James Joyce
- Bleak House, Charles Dickens
- Brave New World, Aldous Huxley
- The Godfather, Mario Puzo
- Love In The Time Of Cholera, Gabriel García Márquez
- Three Men In A Boat, Jerome K. Jerome
- Dracula, Bram Stoker
- Les Misérables, Victor Hugo
- The Picture Of Dorian Gray, Oscar Wilde
- Vanity Fair, William Makepeace Thackeray
- The Hound Of The Baskervilles, Arthur Conan Doyle
- East Of Eden, John Steinbeck
- The Color Purple, Alice Walker
- Sleepovers, Jacqueline Wilson
- The Green Mile, Stephen King
- Moby Dick, Herman Melville
- Frankenstein, Mary Shelley
- The Old Man And The Sea, Ernest Hemingway
- The Name Of The Rose, Umberto Eco
- Sophie's World, Jostein Gaarder
- The Little Prince, Antoine De Saint-Exupery
- Oliver Twist, Charles Dickens
- The Unbearable Lightness of Being, Milan Kun
- Complete Works of Shakespeare William Shakespeare
- The Time Traveler's Wife Audrey Niffenegger
- Anna Karenina Leo Tolstoy
- One Hundred Years of Solitude Gabriel Garcia Marquez
- Sense and Sensibility Jane Austen
- Emma Jane Austen
- Madame Bovary Gustave Flaubert
- Charlotte's Web EB White
- The Three Musketeers Alexandre Dumas
- Hamlet William Shakespeare
- Dom Quixote Miguel de Cervantes
- Voyage au centre de la Terre Jules Verne
- Vingt mille lieues sous les mers Jules Verne
- Le Tour du Monde en quatre-vingts jours Jules Verne
15 de janeiro de 2010
Ótica Feminina
E é claro a maluquice não tem fim, porque eu resolvi que deveria ler mais autrores portugueses da época para melhor me ambientar. Viajar para Lisboa também é uma excelente opção, mas para começar eu resolvi ler Jane Austen.
Ela é inglesa, né, tem tudo a ver, afinal Portugal e Inglaterra eram amigos... mas vá lá, talvez eu queira trazer para o livro um pouco da história de emancipação das mulheres. Na minha estória, ou pelo menos ate agora, nenhuma mulher vai sair de Portugal e vir para o Brasil. Mas pode ser uma opção... afinal a Pincesa Leopoldina e depois a Maria Amélia não se meteream num barco e vieram para o Brasil casar com o destrambelhado do D. Pedro? Falo isto porque o cara era animado.
Voltando ao assunto, não deve ter nenhuma mulher portuguesa vindo ao Brasil, nem sei com traçar um paralelo entre costumes sociais entre Portugal e Brasil em 1800, mas o gancho de falar sob uma ótica feminina me parece excelente. Quando comecei a pensar na estória, Ataíde era o herói e Isabel apenas uma menina, mas agora com o que eu bolei no desenrolar da trama, e pensando muito bem, acho mesmo que Isabel é a heroína. Então, tá combinado, vai ser um livro sob a ótica feminina.
Ela é inglesa, né, tem tudo a ver, afinal Portugal e Inglaterra eram amigos... mas vá lá, talvez eu queira trazer para o livro um pouco da história de emancipação das mulheres. Na minha estória, ou pelo menos ate agora, nenhuma mulher vai sair de Portugal e vir para o Brasil. Mas pode ser uma opção... afinal a Pincesa Leopoldina e depois a Maria Amélia não se meteream num barco e vieram para o Brasil casar com o destrambelhado do D. Pedro? Falo isto porque o cara era animado.
Estou terminando de ler 1808-1834 As Maluquices do Imperador e as estórias são hilárias... Como dizem por aí, o cara é sem noção.
Voltando ao assunto, não deve ter nenhuma mulher portuguesa vindo ao Brasil, nem sei com traçar um paralelo entre costumes sociais entre Portugal e Brasil em 1800, mas o gancho de falar sob uma ótica feminina me parece excelente. Quando comecei a pensar na estória, Ataíde era o herói e Isabel apenas uma menina, mas agora com o que eu bolei no desenrolar da trama, e pensando muito bem, acho mesmo que Isabel é a heroína. Então, tá combinado, vai ser um livro sob a ótica feminina.
Esqueçam quase tudo
Bem. Comecei a escrever a estória e já mudei todos os personagens. Pois então esqueçam a postagem anterior. Talvez eu mantenha os nomes ainda, ou somente alguns. Agora que escrevi algumas páginas, acho melhor deixar para descrever os personagens quando o texto estiver mais maduro. Por enquanto, tudo ainda é meio frustrante porque eu vou construindo o que quero escrever e tudo vai se revirando.
Este surto criativo é muito louco. Porque a estória da Nau Vespertina está toda na minha cabeça, mas eu resolvi que precisava escrever sobre os antepassados dos personagens principais para justificar um monte das maluquices da estória. E assim, uma estória que deveria iniciar na década de 1920 e acabar em 1940 já voltou no tempo até 1828. E pior, em Lisboa, lugar onde eu nunca pisei. Estou sem saber o que fazer, porque ás vezes quero escrever algo meio maluco, misturando fatos históricos reais com invenções descabidas. Ás vezes acho que tenho que escrever uma estória mais comportada. Estou chegando quase a conclusão é que devo mesmo é começar a escrever. Qualquer coisa e ver onde dá.
Pois então eu comecei e me achei uma farsante por estar em Lisboa em 1828 e não saber nada do que está acontecendo por lá. Aliás, nem sei se as mulheres podiam trabalhar nesta época em Portugal.
Resolvi estudar história. E voltei mais no tempo ainda: Paleolítico e quando estava estudando o Paleolítico acabei indo parar no Big Bang. Ótimo, daí acho que não tem mais como voltar para trás. Mas desta forma vou escrever um texto bíblico e não um romance.
Bom, vou estudar história, à parte, e violão e cerâmica e história portuguesa e Jane Austen e os livros clássicos que eu nunca li e deveria e não vou pedir demissão do meu emprego... porque de alguma forma tenho que pagar por tudo isto. Legal que o meu prazo são 4 anos... e como já se passaram quase seis meses quando eu comecei a pensar no livro, eu vou recomeçar o cronômetro e estipular meu prazo de conclusão da Nau Vespertina para dezembro de 2014 (bem que pode ser no meu aniversário, ou antes, para que eu possa comemorar meu aniversário com o dever cumprido).
Então é isto. Apaguem tudo e comecem de novo.
Este surto criativo é muito louco. Porque a estória da Nau Vespertina está toda na minha cabeça, mas eu resolvi que precisava escrever sobre os antepassados dos personagens principais para justificar um monte das maluquices da estória. E assim, uma estória que deveria iniciar na década de 1920 e acabar em 1940 já voltou no tempo até 1828. E pior, em Lisboa, lugar onde eu nunca pisei. Estou sem saber o que fazer, porque ás vezes quero escrever algo meio maluco, misturando fatos históricos reais com invenções descabidas. Ás vezes acho que tenho que escrever uma estória mais comportada. Estou chegando quase a conclusão é que devo mesmo é começar a escrever. Qualquer coisa e ver onde dá.
Pois então eu comecei e me achei uma farsante por estar em Lisboa em 1828 e não saber nada do que está acontecendo por lá. Aliás, nem sei se as mulheres podiam trabalhar nesta época em Portugal.
Resolvi estudar história. E voltei mais no tempo ainda: Paleolítico e quando estava estudando o Paleolítico acabei indo parar no Big Bang. Ótimo, daí acho que não tem mais como voltar para trás. Mas desta forma vou escrever um texto bíblico e não um romance.
Bom, vou estudar história, à parte, e violão e cerâmica e história portuguesa e Jane Austen e os livros clássicos que eu nunca li e deveria e não vou pedir demissão do meu emprego... porque de alguma forma tenho que pagar por tudo isto. Legal que o meu prazo são 4 anos... e como já se passaram quase seis meses quando eu comecei a pensar no livro, eu vou recomeçar o cronômetro e estipular meu prazo de conclusão da Nau Vespertina para dezembro de 2014 (bem que pode ser no meu aniversário, ou antes, para que eu possa comemorar meu aniversário com o dever cumprido).
Então é isto. Apaguem tudo e comecem de novo.
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